Lima Bahia
Quem te fez bela
A passear no meu jardim,
Por sob os pés nuvens de algodão,
No entardecer dos meus dias
Na soma das cinzas do passado?!...
Que futuro me desabrocha
Na flor dos teus seios
Onde sugo a vida em devaneio?!...
Ainda estou a salpicar de estrelas o teu caminho.
A ti vestir com o prateado luar
Que ilumina meus caminhos:
Sobre a terra... no céu... no mar...
Que doce poderia ser mais doce que o mel da tua boca?!
Que fel poderia ser mais amargo que o fel da tua ausência?!.
Que poesia poderia ser mais bela que a poesia da tua existência?!.
Que desejo poderia ser maior que o desejo de ti querer?!.
Ainda bebo do raro prazer do meu deserto:
- O cálice veneno da tua boca!
- A sede da tua nudez no desabrochar de um sorriso!
- O teu negro fruto, diamante encrustrado na alvura do teu corpo!
Brasília/81
segunda-feira, 26 de maio de 2008
ARUTREBA # ARUDATID + OÃÇPURROC
Lima Bahia
Menti!...
Extorqui!...
Bradei!...
Torturei!...
- Hoje sou o dono desta gente
que não fala o que sente.
- Hoje sou a razão
em nome do canhão.
Tenho! Não tinha!
Esta terra é uma rinha.
Para que ideologia
... se é tudo fantasia?!
Com licença, deixem-me passar
que o avião vai decolar.
- Passageiros tomem nota:
Pintou o sete... sete... sete!...
Mais uma chamada da SWISSAIR...
Brasília/81
Menti!...
Extorqui!...
Bradei!...
Torturei!...
- Hoje sou o dono desta gente
que não fala o que sente.
- Hoje sou a razão
em nome do canhão.
Tenho! Não tinha!
Esta terra é uma rinha.
Para que ideologia
... se é tudo fantasia?!
Com licença, deixem-me passar
que o avião vai decolar.
- Passageiros tomem nota:
Pintou o sete... sete... sete!...
Mais uma chamada da SWISSAIR...
Brasília/81
AUTOCRÍTICA
Lima Bahia
O que não assegura meus versos:
...à publicação e ao povo conhecê-los?!...
- O medo de não fê-los métricos!?...
- A rima pobre para fechá-los em apelos!?...
Poderá, até ser, não me sentir gramático!...
Ou talvez por não ser poético!...
Os que fazem cordéis, os que fazem repentes;
Acaso não são poetas de uma gente!?...
- Então, o que me aflige no registro?
É a análise morta do exigente crítico?!...
Dos meus professores, da gramática, hoje sou mestre:
Na percepção da vida e no uso da palavra.
Arrumando eu a oração não tem quem ateste,
No cumprimento das regras, limite que me crava.
Na certeza do pouco saber da poesia...
Mas, na esperança de ser lido um dia:
Pelos olhos especulativos de alguma colega
E musas que me fizeram sentir poeta;
Permaneço sempre escrevendo e tentando
Ser poeta e, sempre, sempre, sonhando.
Sobradinho/92
O que não assegura meus versos:
...à publicação e ao povo conhecê-los?!...
- O medo de não fê-los métricos!?...
- A rima pobre para fechá-los em apelos!?...
Poderá, até ser, não me sentir gramático!...
Ou talvez por não ser poético!...
Os que fazem cordéis, os que fazem repentes;
Acaso não são poetas de uma gente!?...
- Então, o que me aflige no registro?
É a análise morta do exigente crítico?!...
Dos meus professores, da gramática, hoje sou mestre:
Na percepção da vida e no uso da palavra.
Arrumando eu a oração não tem quem ateste,
No cumprimento das regras, limite que me crava.
Na certeza do pouco saber da poesia...
Mas, na esperança de ser lido um dia:
Pelos olhos especulativos de alguma colega
E musas que me fizeram sentir poeta;
Permaneço sempre escrevendo e tentando
Ser poeta e, sempre, sempre, sonhando.
Sobradinho/92
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